26 de junho é marcado pelo Dia Internacional de Combate às Drogas

O impacto do álcool, drogas e outras substâncias psicoativas no ambiente de trabalho é um tema constantemente abordado pela Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT) e que merece ser lembrado neste 26 de junho, Dia Internacional de Combate às Drogas.

A magnitude do problema do uso indevido de drogas, verificado nas últimas décadas, ganhou proporções tão graves que hoje é um desafio da saúde pública no país.

Do ponto de vista jurídico, as drogas podem ser legais (medicamentos, psicotrópicos, álcool, tabaco, inalantes) ou ilegais (cocaína, maconha, LSD, entre outras), porém, segundo o contexto de saúde, todas as drogas trazem consequências para o físico, para o psiquismo, para vida familiar e social das pessoas de forma indevida ou abusiva.

Este contexto também é refletido nos demais segmentos da sociedade por sua relação comprovada com os agravos sociais, tais como acidentes, violência e incapacidade para o trabalho. Há também a sobreposição do direito coletivo sobre o individual, já que as substâncias geram desdobramentos comportamentais que podem atingir um contexto maior.

O consumo de álcool e drogas entre trabalhadores é uma realidade global e está associado a acidentes de trabalho, absenteísmo e presenteísmo.  Para esclarecer essa perspectiva, a ANAMT, em parceria com a Associação Médica Brasileira (AMB), elaborou a diretriz técnica Rastreamento de Álcool e Outras Drogas entre Trabalhadores.

O estudo tem como objetivo apresentar e discutir a melhor evidência científica disponível na atualidade a respeito do efeito do rastreamento do uso de álcool e drogas entre trabalhadores sobre desfechos relacionados ao trabalho, como acidentes de trabalho, absenteísmo, presenteísmo e produtividade.

De acordo com o documento, a prevalência de testes positivos para o consumo de álcool ou drogas varia de 5% a 15% entre trabalhadores de diversas categorias profissionais. No Brasil foi detectada prevalência de 9,3% de testes de urina positivos para anfetamina, cocaína ou canabinóides em motoristas de caminhão. Outro estudo demonstrou a prevalência de 3,1% de consumo de álcool, anfetamina, cocaína ou canabinóide em testes matinais de saliva entre motoristas de caminhão.

Confira aqui a publicação.

Por |2018-06-26T15:49:53-03:0026 de junho de 2018|Saúde no trabalho|